No “Relatório de acompanhamento dos mercados bancários de retalho” publicado pelo Banco de Portugal diz a instituição que “No contexto da pandemia de COVID-19, o mercado de crédito aos consumidores registou, em 2020, uma significativa diminuição do número de contratos celebrados e do montante de crédito concedido, interrompendo a tendência de crescimento que se verificava desde 2013. O montante de crédito aos consumidores diminuiu 22,5% e o número de contratos celebrados reduziu-se 23,9%, em relação ao ano anterior.”
Relativamente ao tipo de crédito diz-se que “O crédito pessoal foi o segmento que apresentou a redução mais expressiva no montante concedido em 2020 (menos 30,2%, face a 2019), que se seguiu ao aumento verificado no ano anterior (mais 10,3%). O crédito revolving registou um decréscimo de 18,4%, após o crescimento de 3,9% verificado em 2019. No crédito automóvel, o montante de crédito concedido diminuiu 15,1%, após a redução de 4,1% registada em 2019.”
Segundo o Banco de Portugal, os intermediários de crédito continuam a aumentar a sua participação na concessão de crédito. “Os intermediários de crédito a título acessório foram responsáveis por 50,2% do montante de crédito concedido, uma proporção superior à registada em 2019 (44,7%). Em contrapartida, 49,8% do montante de crédito foi concedido diretamente pela instituição de crédito (55,3% em 2019). Esta evolução resulta não só do aumento da importância dos intermediários de crédito a título acessório no crédito pessoal e no crédito revolving, mas também do aumento do peso relativo do crédito automóvel, maioritariamente concedido através de intermediários de crédito a título acessório.”
Uma evolução favorável para o cliente final prende-se com as taxas máximas que continuam a baixar. O Banco de Portugal noticia que “No quarto trimestre de 2020, as TAEG máximas variaram entre 4,1% no subsegmento de crédito automóvel ”locação financeira ou ALD: novos” e 15,3% no crédito revolving. As taxas máximas diminuíram na maioria dos segmentos e subsegmentos de crédito.”
De seguida, alguns gráficos publicados pela instituição.





Pode ver o relatório na íntegra no site do Banco de Portugal.