A semana começou com movimentos distintos nas principais taxas Euribor, que continuam a influenciar diretamente os encargos dos créditos à habitação com taxa variável em Portugal.
A Euribor a três meses registou uma descida para 2,176%, menos 0,010 pontos do que no dia anterior. Apesar da queda, esta taxa mantém-se acima das taxas a seis e a 12 meses, algo que não é comum.
Já a Euribor a seis meses, atualmente a mais utilizada nos créditos à habitação em Portugal desde Janeiro de 2024, subiu ligeiramente para 2,131%, com um aumento de 0,007 pontos. Segundo dados recentes do Banco de Portugal, esta taxa representa 37,52% dos contratos de crédito à habitação com taxa variável.
A taxa a 12 meses também registou uma subida de 0,010 pontos, sendo agora fixada em 2,076%. De acordo com os mesmos dados, 32,50% dos contratos estão indexados a esta taxa, enquanto 25,72% estão associados à Euribor a três meses.
Este cenário surge pouco tempo depois da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que ocorreu a 17 de Abril. O BCE decidiu reduzir a sua taxa diretora em 0,25 pontos percentuais, fixando-a em 2,25% — a sétima descida consecutiva desde Junho de 2024. A próxima reunião está agendada para os dias 5 e 6 de Junho, em Frankfurt.
No que diz respeito à média mensal das taxas Euribor em Março, registaram-se quedas ligeiras nas três maturidades:
- 2,442% a três meses (menos 0,083 pontos),
- 2,385% a seis meses (menos 0,075 pontos),
- 2,398% a 12 meses (menos 0,009 pontos).



Para quem está a considerar contratar ou renegociar um crédito à habitação, é fundamental acompanhar estas variações. A Euribor continua a ser um dos principais indicadores do custo dos financiamentos em Portugal, e qualquer flutuação pode impactar o orçamento das famílias.
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