Em primeiro lugar é necessário saber a diferença entre Ações e Obrigações. Se não sabe fazer esta distinção, veja o nosso artigo Ações e Obrigações – O que são?.

Fundos de Ações

Os fundos compostos exclusivamente por ações são dos mais arriscados que os bancos costumam comercializar. Estes fundos refletem a performance dos ativos que os compõem e por isso é possível vermos valorizações ou desvalorizações na ordem dos 20, 30 e até 50%.

É comum os bancos catalogarem e agruparem ações por zona geográfica, segmento ou dimensão. Por exemplo, ações de Portugal, Europa, Energias Renováveis, Líderes Mundiais, etc.

Estes fundos são ideais para pessoas que querem investir e estar expostas a este tipo de ativos mas não têm tempo, interesse ou conhecimento para os acompanhar. As entidades gestoras dos fundos gerem a carteira consoante as suas expectativas e acompanham eventos relacionados como aumentos de capital, OPA’s, dividendos, etc.

Todavia, como existem comissões associadas e dada a sua eventual grande dimensão, a gestão não é a mais eficiente possível. Alguém com elevado conhecimento e literacia financeira pode replicar a totalidade ou parte de um fundo e obter melhores performances.

Normalmente os bancos aconselham este tipo de fundos a quem tenha uma disponibilidade de capital de longo prazo, ou seja superior a 3/5 anos.

Fundos de Obrigações

Estes fundos costumam ser mais conservadores e de menor risco. Embora as Obrigações sejam de capital garantido o fundo não o é, porque, como explicamos em Ações e Obrigações – O que são?, o valor atual das mesmas pode variar positiva ou negativamente.

O mais importante a ter em conta quando ponderamos comprar um fundo de Obrigações é tentar perceber se as Obrigações estão inflacionadas. Ou seja, muito acima do valor nominal ou não. Se na sua maioria estiverem muito acima do valor nominal, o mais certo é o fundo dar rentabilidade quase nula ou até mesmo negativa nos anos seguintes. Pelo contrário, se estiverem muito abaixo do valor nominal, podem trazer rentabilidades potenciais muito interessantes e com um risco muito reduzido.

Pode pedir a carteira detalhada do fundo no seu banco.

Este fundo tem como vantagens permitir que o cliente possa entrar e sair a qualquer momento, não pagar comissão de subscrição ou comissão de guarda de títulos e permite diversificar imenso o seu risco quando comparamos com uma compra de Obrigações de uma só entidade. Em Portugal já assistimos a muitos exemplos de grandes empresas que faliram e os investidores perderam o seu dinheiro.

São considerados fundos de curto prazo e as desvantagens prendem-se com as comissões de resgate e gestão.

Fundos Imobiliários

Como todos os fundos, não têm garantia de capital. As carteiras são compostas por imóveis e a performance do fundo depende da avaliação feita periodicamente a esses imóveis e à sua rentabilização através de rendas.

Assim sendo, é fácil entender que quando há crise no mercado imobiliário estes fundos podem desvalorizar e quando há crescimento eles valorizam. Normalmente apresentam comissões de subscrição, gestão e resgate e tendem a ser superiores às comissões dos outros fundos. Por esse motivo são considerados fundos de longo prazo, normalmente superiores a 5 anos.

Já há registo na história de este tipo de fundo ter dificuldades de liquidez quando existe uma fortíssima crise imobiliária. Isto porque se vários clientes pedirem resgates, a entidade gestora pode-se ver obrigada a vender imóveis para satisfazer esses pedidos. Foi esta situação que levou à crise do subprime em 2008 e ao famoso caso do banco Lehman Brothers, que faliu por ter uma exposição muito elevada a este tipo de ativos.

 

Existem ainda outros tipos de fundos relacionados com matérias primas, moedas, criptomoedas e derivados. No entanto, quanto mais complexo é o ativo subjacente, mais difícil e, por vezes, mais arriscado é o próprio fundo. São fundos que normalmente não estão acessíveis nos bancos mais tradicionais e é por esse motivo que não vamos aprofundar mais a sua explicação.

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